Seminários do Festival Continuum abordam games e cultura eletrônica

02/09/2010
No primeiro dia (ontem) da série de seminários do Continuum – II Festival de Arte e Tecnologia do Recife, o público pôde conferir dois debates no auditório do Centro Cultural Correios. O primeiro abordou a mídia game como ferramenta de inteligência no marketing (advergame) e o segundo discutiu a redefinição do relacionamento entre artistas, mídia e público em relação à cultura eletrônica.

Os advergmes são jogos sérios que resolvem problemas estratégicos, táticos e operacionais de organizações de maneira divertida. Existem dois tipos de jogos: os que divulgam propriamente a marca ou o serviço do produto e os que divulgam a propaganda dentro do game.

Segundo o mestrando em design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretor de operações da Jynx Playware, esses jogos garantem um excelente potencial aos jogadores-consumidores. “Um dos benefícios é a disponibilidade, pois o usuário pode jogar a qualquer hora, além da disseminação do game pelas redes sociais”.

Outra vantagem dessa nova mídia para as empresas que contratam este serviço é que o usuário fica envolvido pelo game e vai querer jogar até o final. O jogador tem uma boa impressão da marca à medida que o jogador avança as etapas do game, garante o administrador de empresas e especialista em marketing André Araújo.

Após o debate sobre os advergames, foi a vez da temática relacionada à cultura eletrônica ganhar destaque no seminário do Continuum. De acordo com o músico João do Morro, a Internet teve um papel fundamental na carreira musical dele. “Eu gravei o meu primeiro CD em 2007, mas foi a partir da divulgação das minhas músicas e dos meus shows nas páginas eletrônicas que consegui sucesso”.

No passado, a influência da diversidade dos gêneros musicais brasileiros era mais forte por parta da mídia. “Hoje, quem faz a relevância dos artistas é o público através de acessos no Youtube”, aponta o jornalista, doutorando em comunicação e cultura contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em comunicação pela UFPE.

Segundo o cineasta Daniel Aragão, o ideal é tentar envolver o público com novas mídias eletrônicas. “As pessoas se concentram em baixar vídeos em qualquer formato tipo AVI, Torrent, etc. ou assistir vídeos no Youtube”. Para o cineasta o que importa é a construção do público independente da plataforma de exibição dos filmes.

Os seminários do Continuum – II Festival de Arte e Tecnologia do Recife seguem até a próxima sexta-feira (03). A programação completa está no site: http://www.continuumfestival.com/.

Texto: Rogério Balbino