Aquele dia lá

13/08/2009

São 12h41 de uma segunda-feira. Estou na Praça 13 de Maio esperando o tempo passar. Daqui a pouco tenho que ir para o trabalho. Pombos procuram alimentos no chão numa caçada em busca da procriação da espécie. As crianças brincam e as aves medrosas voam num balé existencial. A inocência infantil passa por estágios ora traumáticos, ora de conto de fadas. Essa é cronologia espaço-temporal.

Agora são 13h05. Esperar para ir em qualquer lugar é o meu objetivo. “A reserva nada mais é do que o medo de sofrer”, esclareceu aquela mulher de vestido vermelho provocante que transpareceu a idéia com metalinguística.

É salgado, doce e é a R$ 50. A negociação de bens na escuridão da justiça se transforma em mau material ilícito, quando o relógio anunciou 13h15. A velocidade da viagem e a temperatura das idéias. Cheguei atrasado quero uma massagem cerebral.

Texto: Rogério Balbino

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